Pacientes mandam cartas reconhecendo atendimento no HM e no HIAS
22 de outubro de 2013 - 21:59
No sistema de saúde, a medida mais confiável da qualidade do serviço é pela manifestação espontânea de quem adoeceu e precisou de atenção e cuidados. A Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS (HumanizaSUS) estabelece como resultado esperado, entre outros, o atendimento acolhedor e resolutivo. “Acolher é reconhecer o que o outro traz como legítima e singular necessidade de saúde”, é como a política de humanização define a diretriz de acolhimento. E ensina como fazer: “Com uma escuta qualificada oferecida pelos trabalhadores às necessidades do usuário, é possível garantir o acesso oportuno desses usuários a tecnologias adequadas às necessidades, ampliando a efetividade das práticas de saúde”.
Duas cartas enviadas ao Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) e ao Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), os dois da rede pública estadual, mostram que os profissionais compreendem que saúde é um direito, quando exercem a atividade de atender, com qualidade, os pacientes. “Quiçá tivéssemos atendimento semelhante em todo o sistema de saúde do país, seja na rede pública ou privada; um atendimento que dá a segurança e a tranquilidade de que o paciente terá o que é de melhor, na hora em que precisa”, escreve Maria Duarte Pinto, filha de Gerarda Silva Duarte, Dona Gerarda, de 82 anos, que passou 75 dias internada no Hospital de Messejana, e continua sendo acompanhada em casa por uma equipe do hospital através do Programa de Atendimento Domiciliar (PAD).
“Somos apenas uma família cidadã que, como tantos outros usuários, reconhece e agradece pelo tratamento digno recebido”, diz Maria Duarte em sua carta. Ela escreve que Dona Gerarda chegou ao HM com grave problema cardíaco, “foi acolhida, atendida dentro das necessidades existentes e de outras surgidas no decorrer de sua permanência”. Maria Duarte dá destaque aos servidores do HM que atenderam Dona Gerarda. “Profissionais, os quais a ela se dedicaram, e a fizeram chorar de gratidão e saudade na hora da volta para casa. Eram enfermeiros, enfermeiras, fisioterapeutas, zeladores que se despediam e desejavam boa sorte àquela senhora de 82 anos, a qual lhes dizia muito obrigada, abençoava a todo(a)s e lhes dizia entre lágrimas que chorava de emoção e de saudade de pessoas tão boas, e que um dia, quando se recuperasse em casa, lá voltaria para revê-los”. No final da carta, uma certeza: “Eis a prova de que é possível fazer saúde de qualidade”.
No Hospital Albert Sabin, a carta é assinada pela mãe Monyque Barreto. “Escrevo esse agradecimento ao Hospital Albert Sabin, e principalmente aos valorosos profissionais que atenderam a minha filha Eva Brunna Barreto, de 6 anos”. Monyque nomeia médicos, auxiliares e técnicas que deram assistência à sua filha, em agradecimento ao atendimento recebido. “Desejo aqui expressar a minha satisfação”, escreve Monyque. “Obrigada pelo tratamento de carinho e respeito”, completa.
Ouvidoria
A Ouvidoria da Secretaria da Saúde do Estado classifica todas as manifestações da população recebidas por toda a Rede de Ouvidorias da Sesa, presentes em todas as unidades. Em 2012, a Rede de Ouvidorias recebeu 14.748 manifestações. As solicitações de informações representaram 28% do total das manifestações. As reclamações, que apresentaram relatos de insatisfação em relação às ações e serviços de saúde, representaram 28% do total. Os elogios, que expressaram satisfação ou agradecimento por serviços prestados, apresentaram um percentual de 25%. No primeiro semestre deste ano, as reclamações representaram 37% das manifestações, as informações 21% e os elogios 17%.
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