Três crianças transplantadas em três dias

20 de setembro de 2013 - 03:00

 

As cirurgias aconteceram no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes em dias consecutivos, de segunda a quarta-feira desta semana. Proporcionaram a chance de uma nova vida para Mateus Dias, 17 anos, Viviane Tavares, 16 anos, e Khamille Ariadna Pedroso, 8 anos. Todos estão reagindo bem aos transplantes e permanecem sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar. Com os últimos procedimentos, o Hospital de Messejana  alcançou o número de 5 transplantes cardíacos em crianças neste ano, ultrapassando os 3 realizados no mesmo período do ano passado.

 

“Há cinco meses o serviço estava completamente parado por conta da falta de doações. O último transplante até então realizado foi em abril. Acreditamos que essa mudança foi possível graças às campanhas que estão sendo realizadas pelos meios de comunicação cearenses, que esclarecem para a sociedade a importância da doação”, revelou Klébia Castelo Branco, coordenadora do Serviço de Transplante Cardíaco Infantil.

 

Os recentes transplantes trouxeram mais esperança  para os pais de outras quatro crianças que permanecem na fila aguardando a doação. Entre eles está Vanessa, mãe do pequeno Mikeias, que completará 2 anos neste domingo e desde um mês de idade está internado na Unidade de Pediatria do Hospital de Messejana. “Meu filho já passou por muita coisa nesse tempo e não é a toa tanta espera. Tenho fé que o coração dele vai chegar”, revelou Vanessa emocionada.

 

Mesmo dispondo de toda essa estrutura, o transplante infantil é um grande desafio para os profissionais do Hospital de Messejana, que dia a dia têm que driblar as grandes dificuldades para conseguir manter a vida de crianças que permanecem na fila aguardando a doação de um coração.

 

Neste ano de 2013, foram realizados cinco transplantes cardíacos em crianças. Duas não resistiram a espera.  Segundo Klébia Castelo Branco, coordenadora da Unidade de Pediatria do Hospital de Messejana, ainda são muitos os desafios enfrentados para a realização do transplante cardíaco infantil.  “A doação de órgão, as condições socioeconômicas desfavoráveis dos pacientes, as dificuldades financeiras que atrapalham o acompanhamento ambulatorial, além do déficit nutricional, devido à falta de alimentação adequada para muitas das crianças, são barreiras que limitam a realização do procedimento”, explicou. Ela ressaltou que “para mudar o quadro atual, é fundamental o investimento em campanhas de conscientização para a doação de órgãos para pediatria; a construção de uma casa de apoio para o transplante pediátrico e incentivo financeiro para as famílias dos pacientes”.

 

 

 

Transplante Cardíaco Infantil

 

O Hospital de Messejana destaca-se como o segundo centro do país na realização do transplante cardíaco infantil, posicionando-se logo após o Incor-SP. Além deste, o país conta ainda com o Incor Brasília e o Incor de Porto Alegre, este último com serviço criado recentemente.

 

No Ceará, o transplante cardíaco infantil teve início em 2002. Os pacientes contam com a atenção de uma equipe multiprofissional composta por 14 profissionais disponíveis em tempo integral para atendê-los, têm acesso a tratamento diferenciado com consultas semanais em ambulatório, acesso prioritário na Unidade de Pediatria e na realização de exames hemodinâmicos, laboratoriais e de imagem.

 

 

 

 

 

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Assessoria de Comunicação do Hospital de Messejana

 

Stella Magalhães – (85)3101-4092