Hospital de Messejana realiza dois transplantes em 24 horas

11 de setembro de 2013 - 03:00

Equipe de Transplante Cardíaco do Hospital de Messejana trabalha para driblar desafios e a negativa familiar

Em menos de 24 horas dois transplantes cardíacos foram realizados pela equipe do Hospital de Messsejana nesta semana. Os dois pacientes permanecem sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar e já apresentam boa recuperação. “A espera foi angustiante, mas agora pela sensibilidade de duas famílias esses pacientes terão a chance de ter uma nova vida”, revelou a assistente social da Unidade de Transplante Cardíaco, Marilza Pessoa. A expectativa da equipe é que o número de doações aumente. Ao longo deste ano, 15 transplantes foram realizados, em comparação a 23 no mesmo período do ano passado. Três pacientes foram a óbito e 13 aguardam a doação. Para ajudar a prolongar o tempo dês espera para o transplante,  “Acreditamos que com o apoio das campanhas de sensibilização para as doações de órgão, vamos mudar esse quadro”, disse o coordenador da Unidade João David de Souza Neto.

Outro grande desafio para o Hospital de Messejana são as doações para a realização do transplante cardíaco infantil. Os profissionais do Messejana, dia a dia, têm que driblar as grandes dificuldades para conseguir manter a vida de crianças que permanecem na fila aguardando a doação de um coração. Neste ano de 2013, as doações apresentaram queda considerável. Apenas um transplante foi realizado.   Duas não resistiram a espera em 2013 e 7 aguardam a doação para o transplante. Elas têm entre 1 e 17 anos.

Segundo Klébia Castelo Branco, coordenadora da Unidade de Pediatria do Hospital de Messejana, ainda são muitos os desafios enfrentados para a realização do transplante cardíaco infantil.  “A doação de órgão, as condições socioeconômicas desfavoráveis dos pacientes, as dificuldades financeiras que atrapalham o acompanhamento ambulatorial, além do déficit nutricional, devido à falta de alimentação adequada para muitas das crianças, são barreiras que limitam a realização do procedimento”, explicou. Ela ressaltou que “para mudar o quadro atual, é fundamental o investimento em campanhas de conscientização para a doação de órgãos para pediatria; a construção de uma casa de apoio para o transplante pediátrico e incentivo financeiro para as famílias dos pacientes”.

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Assessoria de Comunicação do Hospital de Messejana

Stella Magalhães – 3101.4092