HM participa de pesquisa internacional para diagnóstico rápido da Tuberculose

21 de outubro de 2011 - 17:42

O estudo, coordenado por pesquisadores da Rede Brasileira em Pesquisas em Tuberculose, ligados a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), teve início em outubro. O Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes foi uma das poucas instituições do país selecionadas para participar. “A escolha foi realizada com base no banco de dados do Sistema de Notificação de Resistência do Ministério da Saúde, que mostra os hospitais que identificam o maior número de pacientes portadores da tuberculose multi-resistente”, revelou Marta Oliveira, diretora da pesquisa e bióloga molecular da UFRJ. Também participam do estudo o Centro de Referência Prof. Hélio Fraga (RJ), o Hospital Estadual Ary Parreiras (RJ) e o Instituto Clemente Ferreira (SP).

Marta explicou que os métodos de diagnósticos da tuberculose (baciloscopia e cultura) utilizados atualmente, em todo mundo, são demorados, sendo necessários cerca de quarenta dias para identificar a doença e mais três meses para descobrir se a TB é resistente a drogas. “Na prática, como o sistema de saúde brasileiro tem falhas, o paciente acaba esperando mais de seis meses para descobrir se é portador”, revelou a bióloga Marta Oliveira.

“A proposta deste estudo é verificar o custo efetividade da implementação de testes moleculares rápidos em pacientes com suspeita de tuberculose resistente. Dessa maneira, será possível realizar o diagnóstico em dois ou até uma semana”, revelou Afrânio Kritski, coordenador da área de diagnóstico da Rede Brasileira em Pesquisas da Tuberculose e professor titular da UFRJ. Ele disse ainda que através desse novo método, o tratamento da doença será mais eficaz no início, quebrando a cadeia de transmissão de uma possível bactéria resistente. Com a demora no diagnóstico essa bactéria fica mais resistente e se potencializa prejudicando o paciente de forma grave”.

No Hospital de Messejana, a parte prática da pesquisa já começou. “Em fevereiro deste ano foi iniciada a fase de base-line, quando foram incluídos no estudo 71 pacientes atendidos no ambulatório do Hospital. A partir de outubro, começou a fase de implementação da pesquisa, onde serão comparados o diagnóstico automatizado pelo exame MGIT com o teste molecular Genexpert, que fornece o resultado da cultura para o bacilo e a sensibilidade a Rifampicina em poucas horas”, revelou a coordenadora clínica da pesquisa no HM, Dra. Tânia Brígido.

 

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