Médicos conhecem novas recomendações de controle da tuberculose
27 de maio de 2011 - 20:10
Cem médicos de equipes de saúde da família de todo o Ceará, hospitais, Serviço Social da Indústria (SESI) e universidades participam nesta segunda-feira, 30 de maio, no Hotel Mareiro, Avenida Beira Mar, 2380, a partir das 9 horas, do Seminário de Manejo Clínico em Tuberculose, promovido pela Secretaria da Saúde do Estado, em parceria com o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), do Ministério da Saúde. Com o objetivo de instrumentalizar os profissionais de saúde nas novas recomendações para o controle da tuberculose no Brasil, cinco médicos convidados atuarão como instrutores, utilizando sistema interativo de estudo de casos que permite a intervenção dos participantes por meio de um aparelho digital.
A tuberculose é uma doença grave, porém curável em praticamente 100% dos casos novos. O objetivo do tratamento é eliminar todos os bacilos, uma vez que permite anular rapidamente as maiores fontes de infecção. O tratamento deve ser feito no ambulatório com supervisão no serviço de saúde mais próximo, na residência ou no trabalho do doente. A hospitalização só está indicada, entre outras, nas situações de meningite tuberculosa, indicações cirúrgicas em decorrência da doença, complicações graves, intolerância medicamentosa incontrolável em ambulatório ou em casos socialmente difíceis, como na ausência de residência fixa ou em grupos especiais, com maior possibilidade de abandono, especialmente se for caso de retratamento ou de falência.
A Secretaria da Saúde do Estado quer preparar cada vez os profissionais de saúde para incentivar e despertar nos pacientes o compromisso de concluir o tratamento até o final dos seis meses de medicação e assim elevar a cura. No Ceará, no ano de 2009, foram notificados 3.804 novos casos de tuberculose pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O índice de cura foi de 70%, abandono do tratamento de 7,6% e taxa de mortalidade de 3,1 por 100 mil habitantes. Em 2010 foram notificados 3.430 casos novos de tuberculose, correspondendo a uma taxa de incidência de 40,1 100 mil habitantes, superior à média nacional, cuja taxa neste período foi 37,8 por 100 mil habitantes.
Cada paciente pulmonar bacilífero (BK+), se não tratado, pode infectar em média 10 a 15 pessoas por ano. A tuberculose infecta pessoas em todos os países do mundo, tanto ricos como pobres. A pobreza, desnutrição, más condições sanitárias e alta densidade populacional são fatores que contribuem para que o agravo se dissemine e se transforme em doença. Apenas alcançando as metas de detecção de no mínimo 70% dos casos de tuberculose e cura de 85% destes casos é que o controle da doença realmente se dará e suas taxas começarão a diminuir gradativamente em 5% ao ano.