Novo protocolo de reanimação
14 de março de 2011 - 17:18
Quando o coração de alguém para, saber reanimar a vítima pode fazer a diferença na hora de salvar uma vida. Não à toa, o conhecimento das técnicas de reanimação cardiorrespiratória é essencial para manter a vítima até a chegada do socorro. A cada um minuto sem atendimento, as chances de recuperação do paciente vão diminuindo em 10% e chegam a próximo de zero passados dez minutos.
Questões como estas, de interesse não apenas de profissionais de saúde, serão discutidas no I Simpósio Internacional de Reanimação Cardiopulmonar Cerebral. O evento ocorre em Guaramiranga, região da Serra de Baturité, entre os dias 17 e 19 de março.
O Simpósio é promovido pelo Programa de Educação em Reanimação Cardiorrespiratória (Perc), projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em debate, estarão as mudanças propostas pela Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) para casos de reanimação cardiorrespiratória.
A principal recomendação do novo protocolo é iniciar o procedimento já com a compressão na região do tórax (massagem torácica). “Antes era a verificação da via aérea e da respiração. A massagem era a terceira coisa. Hoje, inicia-se com a massagem cardíaca”, ensina o médico Weiber Xavier, especialista em clínica médica e co-orientador do Perc.
Weiber lembra que a respiração boca a boca ainda é importante, mas não recebe a prioridade como tinha no passado. “Se você encontra uma pessoa na rua (com parada cardiorrespiratória) você pode apenas massagear, sem fazer o boca a boca”, detalha.
No Brasil, estima-se que uma em cada quatro mortes tenham origem em doenças cardiovasculares. O envelhecimento da população, aliado a hábitos como sedentarismo e tabagismo, tem preocupado médicos em todo o mundo.
Saber fazer
Diante desse quadro, Weiber defende que a população esteja alerta sobre como agir em casos de parada cardiorrespiratória. “Ela ocorre geralmente em casa e por pessoas que na maioria das vezes não tem nenhum sintoma. Saber reanimar triplica as chances de sobrevivência”, calcula.
O problema é que menos de um terço das vítimas recebe a reanimação no local e número menor de pessoas fazem do modo adequado. Ninguém espera precisar fazer um dia, mas não resta dúvida de que todo mundo precisa ter noções de como agir em casos de urgência.
Nas próximas páginas, o Ciência&Saúde fala do trabalho desenvolvido pelo Perc e detalha como agir em casos de parada cardiorrespiratória.
O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
O I Simpósio Internacional de Reanimação Cardiopulmonar Cerebral reunirá palestrantes como o médico David Brown, chefe da emergência do Massachusetts General Hospital, hospital ligado à Universidade de Harvard, dos EUA.
SERVIÇO
I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR CEREBRAL
Local: hotel-escola Senac, em Guaramiranga
Datas: entre os dias 17 e 19 de março
Inscrições: 8808 4713 e 9636 4765 e e-mail perc_ufc@yahoogrupos. com.br
FONTE: JORNAL O POVO (Edição publicada em 13 de março)
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