I Curso Internacional Avançado de Eletrocardiografia e Arritmia

22 de setembro de 2010 - 10:00


A morte súbita será o principal foco do I Curso Internacional Avançado de Eletrocardiografia e Arritmia, que acontece nos dia 04 e 05 de outubro, no Hotel Gran Marquise, em Fortaleza.  A iniciativa é das Sociedades Brasileira e Cearense de Cardiologia. Outros temas importantes também terão destaque na programação, como as arritmias cardíacas, as síndromes coronarianas agudas e o diagnóstico da síndrome de Brugada, doença rara que leva muitas pessoas à morte.
 

O evento vai proporcionar a atualização e capacitação dos profissionais em temas atuais da área, através das experiências de especialistas renomados do Brasil e da Europa, como Pedro Brugada, cardiologista que descobriu a síndrome de Brugada, Antoni Bayés de Luna, diretor do Instituto Catalão de Cardiologia, na Espanha, e Andrés Pérez, chefe do setor de eletrocardiografia da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo. 

O Curso vai mostrar, ainda, que a eletrocardiografia continua sendo a ferramenta mais utilizada no diagnóstico de doenças do coração, com a vantagem de ser um método indolor, de fácil manuseio, não invasivo, sem riscos para o paciente e de baixo custo. 

Morte Súbita

Aproximadamente 300 mil brasileiros morrem todos os anos vítimas de morte súbita, doença cardíaca que se tornou um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, acometendo, na maioria das vezes, pessoas na faixa etária mais produtiva.(qual é a idade) A doença também tira a vida de muitos atletas. O cardiologista e coordenador do curso, Dr. Raimundo Barbosa, explica que a maioria das mortes ocorre fora do ambiente hospitalar, sendo necessário um atendimento rápido para evitar a morte ou sequelas. “O que muitas vezes impede o salvamento é o tempo de atendimento, já que são necessárias manobras de ressuscitação imediatas”. A cada minuto sem a desfibrilação a chance de recuperar a vítima diminui entre 7 e 10 por cento. A morte cerebral ocorre entre 4 a 6 minutos, após a parada cardíaca. Poucas tentativas de ressuscitação são bem sucedidas após 10 minutos. “Hoje a pessoa sofre a parada em casa, o leigo não faz a compressão no peito, a ambulância demora a chegar e o paciente é levado ao hospital praticamente sem chances de recuperação”, revela o Dr. Barbosa. Ele explicou ainda que a aquisição de defibriladores automáticos em locais por onde circulam mais de 2000 pessoas por dia, como aeroportos, shoppings e estádios, é fundamental para salvar a vida de vítimas de paradas cardíacas. O desfibrilador externo tomático (DEA) é auto-explicativo, podendo ser manuseado por qualquer pessoa.

Serviço: Curso Internacional Avançado de Eletrocardiografia e Arritmia
Inscrições online: www.dinamicaeventos.com.br/eletrocardiografia
Mais informações:
(85)3433-6959