Campanha combate e alerta sobre uso de medicamentos falsificados
19 de abril de 2010 - 19:33
Uma semana após o lançamento nacional, a campanha “Medicamento Verdadeiro”, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chega ao Ceará para orientar a população sobre os riscos do consumo de medicamentos falsificados. O diretor adjunto da Anvisa, Pedro Ivo Sebba Ramalho, fará o lançamento da campanha nesta segunda-feira, 19 de abril, às 14h30min, durante o Seminário Estadual Combate à Falsificação de Medicamentos, que a Secretaria da Saúde do Estado realiza nos dias 19 e 20 de abril, das 8 às 17 horas, no auditório Ciro Gomes da Escola de Saúde Pública do Ceará, na Avenida Antônio Justa, 3161, Meireles. Após o lançamento da campanha, será instalado o Fórum Permanente de Combate à Falsificação de Medicamentos.
A campanha “Medicamento Verdadeiro” faz parte das ações da Anvisa de combate ao uso irracional de medicamentos, com enfoque educativo e informativo, direcionado à população. A campanha tem como objetivo conscientizar a população sobre a necessidade de consumir medicamentos verdadeiros e seguros e auxiliar as pessoas a identificarem esses medicamentos por meio das estratégias de segurança adotadas pela Anvisa.
A partir de 2007, em convênio com a Polícia Federal e em conjunto com as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, a Anvisa intensificou a fiscalização em farmácias e drogarias. Em 2008, foram aprendidas 40 toneladas de produtos irregulares, entre medicamentos falsificados, sem registro e contrabandeados. Já em 2009, com o aumento da repressão, o volume apreendido foi de 333 toneladas. Este ano, no Ceará, o Núcleo de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado recebeu quatro denúncias de suspeita de medicamentos falsificados em três estabelecimentos de Fortaleza e um de Iguatu.
A maior parte dos lotes apreendidos é de produtos contra disfunção erétil, analgésicos e anti-inflamatórios. Eles colocam em risco a saúde da população porque podem não fazer efeito e por conter doses erradas de matéria-prima. A comercialização, que era feita por camelôs e via internet, agora também está migrando para farmácias e drogarias regulares. O estabelecimento pode sofrer penalidades ainda mais graves se participar de algum programa governamental, como o “Farmácia Popular”. No Brasil, a falsificação e o contrabando de medicamentos são tratados como crimes hediondos.
FIQUE DE OLHO NA EMBALAGEM
O remédio falsificado é produzido com bastante semelhante ao original. Por essa razão, é preciso ficar atento a detalhes na própria embalagem do remédio, como a raspadinha, o lacre de proteção, o número do lote, a data de validade, o número de registro no Ministério da Saúde e o telefone para contato com o fabricante, além da exigência da nota fiscal.