HM realiza cirurgia inédita
22 de janeiro de 2009 - 03:00
O Hospital de Messejana foi o primeiro centro do nordestino a aplicar a cirurgia cardíaca por videotoracoscopia. O novo método foi importado dos Estados Unidos e da Europa, países que adotam a técnica desde 1996. No Ceará, a cirurgia, realizada em outubro de 2008, foi trazida pelo cirurgião cardiovascular Josué de Castro Neto, que realizou o procedimento com os médicos Marco Aurélio Aguair, Emanuel Carvalho, Rocélio de Lima e Aroldo Brasil. Josué de Castro garante que esse tipo de cirurgia minimamente invasiva é uma tendência porque gera menos riscos e evita hemorragias, inflamações e dores muito fortes. “O tempo de internação diminui de dez para sete dias. Cinco dias depois, o paciente já pode dirigir e voltar ao trabalho. Nas cirurgias tradicionais, o paciente leva cerca de 45 dias para voltar a dirigir”, compara o cirurgião Josué Neto.Marco Aurélio Aguair, Emanuel Carvalho, Rocélio de Lima, Aroldo Brasil,
Segundo ele, a operação consiste basicamente em uma incisão no lado direito do tórax. Equipamentos como tesouras ou pinças especiais para essa cirurgia entram no espaço entre as costelas. “Nas cirurgias tradicionais, o corte é de 25 centímetros, já com a técnica de videotoracoscopia a incisão é de quatro a seis centímetros, no máximo”, destaca. Em outro pequeno orifício, aberto abaixo da axila direita, é introduzida a câmera. Assim como na cirurgia tradicional, explica o médico, o coração é parado durante a operação, e a circulação sangüínea funciona por meio de uma máquina coração-pulmão.
Nova tecnologia
De acordo com o cirurgião Josué Neto, a nova técnica é indicada para curar problemas de válvulas, arritmias e algumas doenças que a pessoa porta desde o nascimento, como comunicações interatriais. O cirurgião afirma que os resultados das operações são muito bons e que, em alguns casos, é possível fazer incisão ao redor do mamilo, com técnica semelhante à da cirurgia para implante de silicone, propiciando um resultado mais estético. “Esta é uma grande vantagem para o paciente, principalmente para as mulheres”, salienta. Na visão do cirurgião cearense, a nova tecnologia deve ter um crescimento progressivo nos próximos meses.