Pacientes recebem assistência em casa de hospitais do Estado

14 de outubro de 2008 - 03:00

Pacientes com câncer, aids, insuficiência respiratória crônica, vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) recebem assistência domiciliar de seis do total de sete hospitais que integram a rede estadual da Secretaria da Saúde. O Hospital Dr. Carlos Albert Studart, referência em cardiologia e pneumologia e mais conhecido como Hospital de Messejana, é o que atende o maior número de pacientes. No total 103, sendo 57 com insuficiência respiratória crônica e 46 com problemas cardíacos. O segundo em número de pacientes assistidos é o Hospital Infantil Albert Sabin. Além do Programa de Assistência Domiciliar (PAD), com 49 crianças e adolescentes, funciona no Albert Sabin o Programa de Assistência Ventilatória Domiciliar. O PAVD atende em casa 12 pacientes.


Os doentes de aids e com seqüelas da doença também recebem assistência multiprofissional em domicílio. O Hospital São José, referência em tratamento de doenças infecto-contagiosas, uma vez por semana leva até a casa de 16 pacientes uma equipe formada por médico, enfermeiro, auxiliares de enfermagem, fisioterapeuta, assistente social, nutricionista.


Para os que sobreviveram ao AVC, mas ficaram com seqüelas, três hospitais da rede estadual dão assistência, sem as dificuldades de transportar e transferir para leitos. Em casa mesmo, O Hospital Geral de Fortaleza, o Hospital Geral César Cals e o Hospital Dr. Waldemar de Alcântara garantem atendimento. No HGF o PAD assiste 35 pacientes vítimas de AVC e de câncer. O César Cals dá assistência domiciliar a 15 pessoas com AVC, câncer e Alzheimer. Entre os 50 atendidos pelo Hospital Dr. Waldemar de Alcântara, estão pacientes com AVC e câncer.


Os recursos para manutenção dos programas de assistência em domicílio são do Tesouro do Estado e do Ministério da Saúde. Para o Secretário da Saúde do Estado, João Ananias, o atendimento em casa reduz custos e lotação nos hospitais, mas o melhor resultado está na humanização. ¨Além de reduzir o sofrimento do deslocamento para os hospitais, o paciente não sai da sua casa, do seu canto, não perde o contato com a família¨.