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Samu 192 Ceará usa tratamento trombolítico há cinco anos para reduzir danos em pacientes com infarto agudo do miocárdio
Qua, 13 de Abril de 2022 00:00

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Mais de 1.390 pessoas já foram assistidas com a terapia nos atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência

 

Dor no peito e dormência nos braços foram os sintomas que Raimundo Nonato, 40, sentiu na madrugada do dia 22 de março deste ano. Sem saber do que se tratava, o assistente de forneiro em uma fábrica de cal procurou atendimento em um hospital da região. A suspeita de infarto fez com que a equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu 192) Ceará fosse acionada.

 

O pronto atendimento e o uso do trombolítico garantiram que Nonato, morador de Limoeiro do Norte, chegasse com vida ao Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Fortaleza.

 

“O tempo para uma pessoa que está infartando é extremamente relevante. Além da alta mortalidade, também tem impacto nas sequelas. O Samu consegue chegar mais rápido no local onde o paciente está, dando assistência mais rapidamente. Além disso, o trombolítico diminui a mortalidade em 30%, 40%”, destaca o superintendente do Serviço, Khalil Feitosa.

 

Trombolítico


Em 2017, o Ceará passou a ofertar o tratamento trombolítico na rede pré-hospitalar. Capaz de desobstruir a artéria afetada pelo infarto, a estratégia terapêutica já beneficiou 1.392 pacientes de vários municípios cearenses. O trombolítico é aplicado no local que o paciente se encontra em atendimento, pela equipe do Samu 192, que tem 100% de cobertura territorial.

 

Para a oferta do medicamento, uma rede de assistência ao paciente infartado foi estruturada. Além do equipamento móvel, que funciona 24h, incluindo feriados, uma equipe de cardiologistas monitora em tempo real as ocorrências.

 

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Cardiologistas do Hospital de Messejana auxiliam o SAMU na condução dos casos

 

“O Samu recebe o chamado e passa o eletrocardiograma e o quadro clínico do paciente por aplicativo de mensagens. Por meio da teleorientação, nossa equipe faz a análise das informações e auxilia o Serviço na condução do caso, indicando o uso do medicamento trombolítico, a remoção do paciente para o hospital de referência mais próximo, dentre outras condutas. É um trabalho em rede”, pontua a cardiologista do HM e líder do Grupo Condutor da Linha de Cuidado do Infarto do Miocárdio da Sesa, Danielli Lino.

 

Após receber a medicação na ambulância, Raimundo Nonato foi encaminhado ao HM, referência no tratamento de doenças cardíacas graves, onde foi reavaliado e passou por um cateterismo e uma angioplastia para colocação de stent (pequeno tubo expansível utilizado para restabelecer o fluxo sanguíneo).

 

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Já recuperado, hoje ele pode curtir o filho recém-nascido. “Agradeço demais a equipe dos profissionais do Samu 192 Ceará daquele dia, pois foram bastante atenciosos. Todo atendimento foi muito rápido, inclusive no Hospital de Messejana”, avalia.

 

Assistência no Interior


O tratamento trombolítico é realizado por 29 Unidades de Suporte Avançado (USA) e três serviços aeromédicos, transportes que funcionam como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) que dão cobertura aos 183 municípios de atuação do Samu 192 Ceará.

 

Para Khalil Feitosa, a implantação do Grupo Condutor e a oferta do tratamento trombolítico nas ambulâncias mudou a assistência ofertada aos pacientes de todo o Estado. Antes, a demora em chegar em um hospital de referência impactava diretamente nos índices de mortalidade.

 

Descentralização do atendimento


Os benefícios da trombólise são muitos. Além de reduzir a letalidade, as internações e as complicações decorrentes da doença, Danielli Lino acrescenta os ganhos com a estruturação da rede. “Desenvolveu-se uma atenção especializada e descentralizada da Capital; elaboramos uma linha de cuidado e assistência para os pacientes infartados no Interior com a busca por hospitais de referência em outras regiões do Estado. Um maior suporte para o paciente com urgência cardiovascular”, ressalta.

 

O médico intervencionista da Central de Regulação de Urgências (CRU) do Eusébio do Samu 192 Ceará, Alexsandro Bulhões, foi o primeiro profissional a utilizar o medicamento em um paciente, no dia 14 de abril de 2017. “Foi uma sensação boa e, ao mesmo tempo, tive um pouco de ansiedade, pois dias antes estávamos em sala de aula recebendo as instruções de uso. Hoje, a sensação é muito gratificante. Saber que os pacientes estão bem. No Samu 192, nós temos de dar o melhor no pior dia das pessoas”.

 

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Alexsandro Bulhões foi o primeiro profissional a utilizar o medicamento em um paciente, no dia 14 de abril de 2017

 

Como funciona o tratamento


O infarto agudo do miocárdio (IAM) ocorre quando a artéria que irriga o coração sofre uma obstrução. O sangue não consegue levar oxigênio para o órgão, provocando necrose (morte celular ou de tecidos). O medicamento trombolítico desfaz o entupimento, interrompendo o infarto.

 

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Ceará possui uma linha de cuidado em rede para pacientes infartados; Hospital de Messejana é uma das unidades de referência neste tipo de assistência

 

Conhecido popularmente como ataque cardíaco, o IAM é uma ocorrência grave, sendo uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. No Ceará, em 2021, foram registrados 3.803 óbitos por infarto agudo do miocárdio.

 

Atenção redobrada


O motorista Felipe Fernandes, 38, mudou completamente a rotina após o infarto. Ele foi um dos primeiros pacientes a fazer uso do trombolítico em atendimento prestado pelo Samu 192. “Infartei em setembro de 2017. Estava em Morada Nova, distante 174 km da Capital. Se não fosse a medicação, não teria conseguido chegar com vida em Fortaleza”, diz.

 

Sem sequelas, após o episódio, Fernandes conta que passou a ter atenção redobrada com a saúde: emagreceu 14 kg para chegar a um peso que não comprometesse seu bem-estar, passou a fazer atividades físicas e agora mantém a pressão controlada.

 

“Eu tinha histórico familiar de doenças no coração; tinha uma vida toda desregrada. Achava que nunca ia acontecer comigo e quase perdi a minha vida. Mudei tudo. Agora, tento manter uma vida tranquila, sem estresse, com uma alimentação melhor. Passei por um momento muito difícil, podia ter morrido ou ficado com sequelas, mas, graças a Deus, estou bem. Nunca mais quero sentir aquela dor no meu peito”.

 

 

Assessoria de Comunicação do Samu

Texto: Jessica Fortes e Fátima Holanda

Fotos: Jessica Fortes, Fátima Holanda e Arquivo pessoal

 

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