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Especialistas do HM orientam sobre prevenção às arritmias cardíacas
Qui, 12 de Novembro de 2020 00:00

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“Eu sinto meu coração acelerar, fico cansada e tonta. Eu pensava que era labirintite”, conta Maria Valdinelia Fernandes, 56, durante consulta no ambulatório de Arritmia Cardíaca do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, unidade da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), do Governo do Estado.

 

O serviço do HM recebe cerca de 440 pacientes com o problema por mês. As arritmias cardíacas são alterações elétricas que provocam modificações no ritmo das batidas do coração. No grupo das arritmias, existem as taquicardias, quando o coração bate rápido demais, as bradicardias, quando as batidas são muito lentas, e os casos de batimento em ritmo irregular.

 

Todos os problemas necessitam de investigação médica, pois comprometem o bombeamento do sangue para o corpo. Quando não diagnosticados e tratados corretamente, eles podem provocar parada cardíaca, doenças no coração e até morte súbita.

 

Celebrado nesta quinta-feira (12), o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita tem o objetivo de divulgar e alertar a população e profissionais da saúde sobre os principais sintomas dos problemas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as arritmias acometem 20 milhões de brasileiros e são responsáveis por cerca de 350 mil mortes por ano no País.

 

Sintomas


Os sinais mais comuns das arritmias são palpitações, que podem durar segundos ou semanas, desmaios e tonturas. Em outros casos, o paciente pode apresentar confusão mental, fraqueza, pressão baixa, falta de ar e dor no peito. O cardiologista e Coordenador do Serviço de Arritmia e Eletrofisiologia Clínica e Invasiva do Hospital De Messejana, Evilásio Leobino, alerta que, em algumas situações, nem sempre o corpo dá avisos de que não está bem. “Muitas vezes, as arritmias cardíacas não provocam sintomas, sendo doenças silenciosas e, por isso, muito perigosas. Em casos graves, pode ocorrer parada cardíaca, que pode levar à morte súbita”, explica o cardiologista.

 

Qualquer pessoa, independentemente da faixa etária e sexo, pode sofrer de arritmia cardíaca. No entanto, a maioria das ocorrências é verificada em pacientes com doenças cardíacas ou que têm histórico do problema em parentes próximos, como pais e irmãos.

 

Prevenção


Apesar de a genética influenciar a predisposição a arritmias, evitar fatores de risco também é fundamental para prevenir esta e outras doenças do coração. É preciso manter hábitos saudáveis, uma alimentação balanceada, rica em vegetais, frutas e verduras; não ingerir ou não exceder o consumo de bebidas alcoólicas e energéticos; não fumar; praticar atividades físicas com a devida orientação profissional; cuidar da saúde mental, controlar a apneia do sono e, pelo menos uma vez por ano, consultar-se com um cardiologista para a realização de exames preventivos.

 

Diagnóstico


Um coração saudável e em repouso bate entre 50 e 100 vezes por minuto. Caso este ritmo oscile e a pessoa manifeste sintomas como tontura e falta de ar, é hora de procurar um médico. O cardiologista investigará o histórico do paciente e fará o eletrocardiograma, exame capaz de detectar alterações cardíacas. “Se houver necessidade, outros exames, como o ecocardiograma [espécie de ultrassom do coração], o holter, estudo eletrofisiológico, e o teste ergométrico, que avalia o desempenho do órgão em uma prova de esforço físico na esteira, também são solicitados”, acrescenta Evilásio Leobino.

 

Tratamento


O tratamento das arritmias varia a depender da avaliação do cardiologista. Em algumas situações, são indicadas cirurgias ou procedimentos como a ablação por cateter (espécie de cateterismo), implante de marca-passo ou de desfibriladores internos, que ajustam as falhas na condução dos estímulos elétricos no músculo cardíaco. Também pode haver indicação de medicamentos para tentar evitar ou controlar o descompasso dos batimentos.

 

Tecnologia


O Hospital de Messejana disponibiliza diversos exames para detectar as arritmias e realiza o tratamento das doenças. O mapeamento eletroanatômico tridimensional é uma ferramenta indispensável para tratar os pacientes com quadro mais complexo. No HM, a população tem acesso ao exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2010. “Essa tecnologia nos permite realizar uma reconstrução geométrica tridimensional do coração, facilitando a realização de mapeamento de arritmias complexas, o que traz mais benefícios aos pacientes, com uma maior taxa de sucesso da ablação, a diminuição do tempo do procedimento e, consequentemente, da incidência de complicações, enfatiza Evilásio Leobino.

 

 

Assessoria de Comunicação do HM
Repórter: Jessica Fortes
Arte gráfica: Iza Machado

 

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